Pelo canto dos olhos
vejo um vulto deformado no espelho.
Temo que seja meu próprio reflexo.
Cubro com um pano e tento seguir a vida.
Sorrio e ando apressado.
Um olhar dissimulado, mas feliz, evita perguntas.
O passo apertado quase desloca a alma do corpo.
Correndo de aproximações e pensamentos
mato dois coelhos.
As pernas cansam, o coração grita.
Pouco importa.
Mesmo que pudesse parar
não há abrigo num raio de quilômetros.
Só resta continuar vagando.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário