quarta-feira, 7 de maio de 2014

Ghostrunner

Pelo canto dos olhos
vejo um vulto deformado no espelho.
Temo que seja meu próprio reflexo.
Cubro com um pano e tento seguir a vida.

Sorrio e ando apressado.
Um olhar dissimulado, mas feliz, evita perguntas.
O passo apertado quase desloca a alma do corpo.
Correndo de aproximações e pensamentos
mato dois coelhos.

As pernas cansam, o coração grita.
Pouco importa.
Mesmo que pudesse parar
não há abrigo num raio de quilômetros.
Só resta continuar vagando.

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