domingo, 7 de novembro de 2010

Madrepérola(Parte I)

Um grão de areia me incomoda.
Bem no meio de duas valvas.
Por onde jorra sangue ou água salgada?

Camada por camada, fui cobrindo o estranho corpo.
Pontiagudo e agressivo,
aos poucos tranformavam-se em brilho nacarado.

Encontrava-me satisfeito.
Pronto para expor à glória minha produção,
arte finalizada!

Porém, eis que percebo…
Ao silêncio, o vazio que pulsa.
Equivocava-me quanto a matéria prima.
Aprisionara parte de mim!

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