Um grão de areia me incomoda.
Bem no meio de duas valvas.
Por onde jorra sangue ou água salgada?
Camada por camada, fui cobrindo o estranho corpo.
Pontiagudo e agressivo,
aos poucos tranformavam-se em brilho nacarado.
Encontrava-me satisfeito.
Pronto para expor à glória minha produção,
arte finalizada!
Porém, eis que percebo…
Ao silêncio, o vazio que pulsa.
Equivocava-me quanto a matéria prima.
Aprisionara parte de mim!
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