segunda-feira, 12 de abril de 2010

Os vazios do corpo

Como não se sentir vazio
Se possuímos corpos esburacados até a alma
Pele recoberta de poros,
vazando parte de nós mesmos a cada momento
fluidos, células mortas e memórias esquecidas.
Perdemos parte de nós mesmos a cada dia.

Como não se sentir pleno
Se a cada esquina adicionamos novas partes a este mesmo corpo,
átomos frescos e cheios de vida.
Conceitos mais maduros e menos rígidos
a troco de míseras células senis e líquidos corporais

Como não se sentir confuso
Com o olhar dúbio que podemos ter sobre qualquer situação,
bastando uma leve angulação de nossos sentidos
para nos sentirmos à beira de um precípio sombrio
ou num trampolim sobre uma piscina de doces e arco-íris?

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