terça-feira, 7 de abril de 2015

Parando de fingir paz de espírito,
admito-me medíocre.

Os braços cansam.
Sem o balançar dos lencóis,
a desolação no baixar das poeiras.

Piano

O soco,
atrás o grito,
atrás a raiva,
atrás o medo,
atrás a solidão,
atrás a culpa.

a arte,
o inexplicável,
o perfurante,
a conexão,
o suspenso.

a dor pintada,
cantada,
exposta.

Melhor pesar paredes do que órgãos.
A dor é diária,
individual,
intrasferível.

Aceitar a dor
é minimizar o sofrimento.