Vamos trazer a poesia para o concreto!
Afinal, que função serviria
em paisagens idílicas
cercada de amores-perfeitos,
cobrindo como uma manta a acariciar
uma perfeição já existente?
Abstrato absurdo!
Muito mais útil seria
onde o Sol não nasce tão exuberante,
e o concreto opaco e sem graça
agüentando o peso de pisadas arrastadas,
ou confinando suspiros na forma de quatro paredes
se faz onipresente num cotidiano ainda mais
opaco.
Oprimido.
Opressor.
Não sugiro coloridos absurdos.
Apenas pequenos brotos
em ranhuras quase imperceptíveis.
O suficiente para servirem como lembrança
de que até no concreto jaz poesia!
segunda-feira, 20 de junho de 2011
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