Ao atirar um projétil A de alta densidade, porém baixa resiliência
na direção de um transeunte desavisado X,
as possibilidades de desfecho do experimento em questão
seriam, em ordem de probabilidade, as seguintes:
1) deslocamento da posição do alvo em /\(Delta)S/t
suficiente para que X saia do campo de trajetória de A
levando à destruição do objeto A ao ir de encontro ao solo
2) Tempo de reação insuficiente para vencer a inércia
em qualquer um dos objetos de estudo ocasionando a colisão de ambos,
gerando dano na integridade físico-bio-psíquica do material humano presente,
seguido ou não de retaliação, agressões físicas e/ou verbais.
(...)
47)Presença de perturbações eletromagnéticas durante a condução do experimento
que acarretem no desvio do eixo normal do planeta,
alterando a gravidade local pela mudança na distância
entre astros e estrelas do Sistema Solar, formando um equilíbrio inusitado
onde todos os corpos passam a levitar numa órbita própria
incluindo aqueles supracitados.
48) Reflexos, força e disposição suficientes
para que ambas estruturas saiam ilesas.
Dadas as elocubrações aqui desenvolvidas,
o questionamento a seguir torna-se imperioso
na tentativa de desenvolver trabalhos futuros
com o menor potencial destrutivo possível:
Porque entregar seu amor de maneira tão descuidada?
domingo, 3 de julho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Concretude
Vamos trazer a poesia para o concreto!
Afinal, que função serviria
em paisagens idílicas
cercada de amores-perfeitos,
cobrindo como uma manta a acariciar
uma perfeição já existente?
Abstrato absurdo!
Muito mais útil seria
onde o Sol não nasce tão exuberante,
e o concreto opaco e sem graça
agüentando o peso de pisadas arrastadas,
ou confinando suspiros na forma de quatro paredes
se faz onipresente num cotidiano ainda mais
opaco.
Oprimido.
Opressor.
Não sugiro coloridos absurdos.
Apenas pequenos brotos
em ranhuras quase imperceptíveis.
O suficiente para servirem como lembrança
de que até no concreto jaz poesia!
Afinal, que função serviria
em paisagens idílicas
cercada de amores-perfeitos,
cobrindo como uma manta a acariciar
uma perfeição já existente?
Abstrato absurdo!
Muito mais útil seria
onde o Sol não nasce tão exuberante,
e o concreto opaco e sem graça
agüentando o peso de pisadas arrastadas,
ou confinando suspiros na forma de quatro paredes
se faz onipresente num cotidiano ainda mais
opaco.
Oprimido.
Opressor.
Não sugiro coloridos absurdos.
Apenas pequenos brotos
em ranhuras quase imperceptíveis.
O suficiente para servirem como lembrança
de que até no concreto jaz poesia!
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