segunda-feira, 29 de março de 2010

Bitter...

Somos feitos de matéria frágil.
Carbono orgânico... se ao menos tivessem nos moldado como diamantes...
Mas não... somos quase grafites de lapiseira. Que lástima!
Não é de se surpreender que nosso interior é tão resistente quanto nossa casca...

Ok, ok...
"se fôssemos mais grossos seríamos incapazes de sentir...
tanto o ruim quanto o bom."
Ying pra lá, yang pra cá...
Estou familiarizado com tudo isso.

Pode ser que eu só esteja num momento amargo.
O cagaço do primeiro passo...
Afinal, não é todo dia que miramos para os confins do futuro
e para a proximidade infinitesimal de nossos bloqueios simultaneamente...
Pegando impulso vasculhando o passado
Para nos propulsionar mais longe no futuro
Quebrando a barreira de tempo e espaço.

Mas como diabo medir tais passos?
Passos curtos, apressados e firmes? Ou longos, hesitantes e calmos?
Ou ainda uma diferente análise combinatória destes e outros elementos?
Dança sádica!
Realmente devo estar num momento amargo...

Divagações aleatórias aí vamos nós!

Quem sabe isso não dá em algo que preste né? Bom depois de um bom tempo de clausura criativa/literária, porque não tentar retomar esta ferramenta que já me foi tão útil em outros momentos?
Claro que hoje em dia conto com todo um arsenal que não dispunha na minha adolescência para lidar com minhas inúmeras neuroses, mas acho que "You can never have enough of a good thing" né?
Contextualização rápida... o título deste blog é referência a um blog de mais de uma década atrás que não gerou mais que meia dúzia de posts(que por sua vez fazia referência ao seriado dos agentes Mulder e Scully, que, apesar de nunca ter me afeiçoado, achei apropriado para usar como título, afinal acho que resumia bem uma angústia exagerada que só a adolescência é capaz de gerar...).
Diminuo a dramaticidade do título do blog(não só com o intuito de evitar qualquer problema de copyright - as if...), porque afinal de contas convenhamos né... não estou mais na adolescência... Porém, ainda assim numa fase de transição... E acho que nesse momento que nos sentimos mais frágeis... mais insgnificantes... mais escórias...
Thank God I'm in therapy(I''l go back and forth on the language as my whimsical mind wishes... after all the main purpose of all this is to satisfy my need to express myself, as freely as written words possibly can.). I'm definetly miles ahead of where I used to be. But then again... am I really? And even if I'm not, is it really that bad?
I guess part of the whole problem is that I tend to overestimate what I should have accomplished by now(not only carrer wise but also self-knowledge wise) and how badly I tend to freeze whenever I realize I show myself as less than perfect(I know when I say it like that it sounds silly but it really is a problem).
But... is my objective here just to whine about stuff I've been thinking about and discussed in therapy? I don't think it would amuse me for that much long... After all, what inspired me to start this was actually a chance to reconnect with poetry and that little bit of art that I had going on through those more troubled years. As I said, I don't need it as badly now... but I guess I just felt nostalgic.
It was also a part of my life. Not just a coping mechanism... It sort of defined me... at least a part of me... Maybe part of my problem is that I lost the poetry in life... or maybe it is that I should just stop going on "Maybes" so often... Whatever, I still may have a ponit here...
Poetry used to really move me. As does dancing freely nowadays... Or really connecting to a patient, his family or his life story...
I really need more of THAT in my life. Being moved. By the core.
So... let's see if the poetry gates kindly open to me... Here's for hoping they do... and that they actually make a difference...(8